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Mostrando postagens com o rótulo Impeachment

O plano é aglomerar sim, depois que tudo isso passar

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Desde que construí minha casa, há quase 10 anos, eu sonhava em ter um fogão à lenha. Os planos seriam fazer uma área de lazer no fundo do terreno, acrescentar 2 banheiros e talvez mais um quarto de hóspedes.   Mas, o tempo passou, não consegui juntar o dinheiro necessário para esta nova obra. Antes de "introjetar alguma culpa individual", vale relembrar que, neste período, todo o Brasil "empobreceu". Lembram os tempos da "Década ?"; que é como os jornais preferem chamar aquele breve período em que o país era próspero, gerava empregos e esperanças? Então. Terminei de construir minha casa em 2012. Antes, portanto, das "Xornadas de 2013", dos Black Bocks, do Fora-Dilma na Copa, do golpe, do vampiro e do ladrão de vacinas. Mas, voltando ao fogão à lenha, agora em plena pandemia, 2021. Decidi que eu mesmo poderia fazê-lo em minha varanda, desde que escolhesse um modelo que se adaptasse ao espaço disponível. A inspiração foi este aqui da foto.  Digo, ...

A maldição dos próximos 15 anos pode ser evitada?

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 Se a água é pouca para matar a sede da população e o governo resolve manter fechadas as torneiras pelos próximos 15 anos, isso tem como dar certo? Pois é exatamente isso que estamos vendo acontecer. A economia do país vive seu pior momento nos últimos 24 anos. A queda do PIB em 4,1% em 2020 significou que os gastos das famílias foram reduzidos em 5,5%. (  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/03/03/pib-brasil-2020-ibge.htm  )  E o que o Governo fez?  Simplesmente congelou pelos próximos 15 anos (o máximo que a Lei permite) os salários dos servidores públicos, como profissionais de saúde, professores, policiais, etc. Ou seja, se o dinheiro já está pouco para estas famílias, vai ficar cada vez pior ano a ano, nos próximos 15 anos.  Só como exemplo: os aluguéis corrigidos pelo IGPM neste mês terão reajustes de 29,83%. (  https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2021/03/10/igp-m-acumula-inflacao-de-2983-em-12-meses.htm#:~:te...

O tempo e o vento

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 Já dizia o poeta: " Não há nada como o tempo para passar ". " Tempo Rei, oh, tempo Rei ...  ensinai-me o que eu ainda não sei "... cantava Gil . " Uma árvore difícil de abraçar nasceu apenas de uma semente ", diz o Tao Te King. Os cuidados e o tempo permitem que ela se expanda e se materialize.  Da mesma forma, eu, ao passar por vilas e construções antigas à beira da estrada, imaginava que naqueles interiores, o tempo passa mais devagar. A vida parece ser mais vagarosa na roça. Ou na beira-mar, diria Caymmi.  Assim, me permitia imaginar que outros povos, mais avançados que nós, com seus trem-balas high-techs, podem já estar décadas ou Séculos à nossa frente. Será mesmo o tempo relativo? No início da Década de 90, ouvi pela primeira vez a palavra "impeachment". Era o Governo Collor, que, acuado por denúncias, fazia uso de camisetas para mandar seus recados políticos. Uma que ficou famosa na época dizia "O tempo é o senhor da razão".   E...

O Zap-zap venceu a mídia tradicional

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 Quando fui decidir que faculdade que cursaria, acabei escolhendo Comunicação.  Na época, onde estudei era assim. Logo no início, matérias básicas de humanas, depois entrava nas mais específicas do curso, as "introduções a isso e aquilo" e, lá pelo meio do curso, se fazia a opção em uma das habilitações oferecidas: jornalismo, publicidade, relações públicas ou rádio, TV e cinema. Logo que entrei, pensei que iria seguir no Jornalismo. Mas, não demorei muito a perceber que "não era a minha praia". Eu percebia alguns colegas, que depois se tornaram bons profissionais de jornalismo,  comemorarem obter uma declaração ou uma informação de uma fonte. Vibravam mesmo. Eu não achava muita graça nisso, gostava mais de trabalhar o texto. De combinar as informações disponíveis a todos, com alguma originalidade e estilo. Mas, 2 coisas foram fundamentais para que eu me decidisse pela Publicidade, onde, inicialmente, me tornei redator publicitário.  Primeiro, foi um professor d...

Agenda neoliberal e profissões antigas

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 Outro dia li o Flávio Gomes dizer que "o jornalismo no qual ele se formou e dedicou toda uma carreira profissional, não existe mais. Como as fábricas de máquinas de escrever ou lojas de revelação de filmes. Simplesmente acabou". Vejo por mim. Antes lia pelo menos 2 jornais por dia, um local e outro nacional. Me lembro que a última vez em que insisti em comprar um exemplar impresso, tinha uma matéria louvando os benefícios da deforma da previdência. Que era necessária, que faria bem ao país, que todos iriam atingir o Nirvana e coisas do gênero. Nenhum espaço de crítica ou argumentação contrária. Pensei cá com os meus botões: "e eu ainda tenho que pagar para ser enganado?". Foi minha última tentativa. (Ok, confesso, já tem alguns anos isso). Mas, talvez, não tenha acabado totalmente. Millôr Fernandes já dizia que o "jornalismo era a segunda profissão mais antiga da face da terra". Se a primeira, mesmo que disfarçadamente,  resiste, quem sabe a segunda també...