Agenda neoliberal e profissões antigas

 Outro dia li o Flávio Gomes dizer que "o jornalismo no qual ele se formou e dedicou toda uma carreira profissional, não existe mais. Como as fábricas de máquinas de escrever ou lojas de revelação de filmes. Simplesmente acabou".

Vejo por mim. Antes lia pelo menos 2 jornais por dia, um local e outro nacional. Me lembro que a última vez em que insisti em comprar um exemplar impresso, tinha uma matéria louvando os benefícios da deforma da previdência. Que era necessária, que faria bem ao país, que todos iriam atingir o Nirvana e coisas do gênero. Nenhum espaço de crítica ou argumentação contrária. Pensei cá com os meus botões: "e eu ainda tenho que pagar para ser enganado?". Foi minha última tentativa. (Ok, confesso, já tem alguns anos isso).

Mas, talvez, não tenha acabado totalmente. Millôr Fernandes já dizia que o "jornalismo era a segunda profissão mais antiga da face da terra". Se a primeira, mesmo que disfarçadamente,  resiste, quem sabe a segunda também não esteja ainda "na pista"?

Eis que um jornalista que respeito, e tenho a honra de dialogar às vezes no twitter, o @xicosa, nos brinda com uma sequência de tuítes maravilhosa e esclarecedora.


Em resumo, um governo fraco tem que pagar mais caro para obter apoios. Isso vale não só para a mídia, como também para os parlamentares do tal "Centrão", sempre dispostos a "boas negociações", mesmo que ferrem o povo (retirando direitos, saúde, educação, etc). 

Isso me lembra algo que ouvi há muito tempo em Brasília, que sempre que tinha "Encontro de Prefeitos" na cidade, ou qualquer evento que trouxesse mais políticos para a Capital, a demanda por profissionais do sexo explodia, e assim, se fazia necessária a "importação" de belas moças dos Estados vizinhos, particularmente, Minas e Goiás. Uns, mais pragmáticos e cínicos, dirão que "movimenta a economia". Mas a gente sabe quem se fode, né? Sempre. 


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